16.9.06

Quase 30

Eu sei que 27 é mais perto dos 25 do que dos 30.

A questão é como você se sente. Eu me vejo muito mais como uma pessoa de trinta e poucos. Não é deprê se sentir assim. É se conhecer bem.

Pra algumas coisas eu nasci com 80. Pra outras eu envelheci mesmo. Tipo ir à boate sábado. Por outro lado, nada me deixa mais feliz do que conversar durante horas com as pessoas que eu gosto.

Os amigos. Hoje eu realmente não sinto necessidade de conhecer ninguém novo. O elenco está completo. O que não significa estar fechada para novas pessoas, claro que se surgir alguém muuuuito legal terei prazer em trazer pra minha vida.

A rede de responsabilidades é grande. Penosa às vezes. Mas faz parte.

Eu até me sinto casada.

Agora só falta a parte legal dos trinta e poucos: ganhar dinheiro, ter a própria casa e as coisas que vem depois.

3.9.06

Volta

Neste tempo todo o que mudou:

1. vinte e sete anos de idade;

2. doze quilos a mais;

3. dez horas de trabalho diário;

4. três anos de namoro;

5. um ano e sete meses de análise.

Vamos ver no que dá!

Feliz por voltar :)

7.12.05

Uma Banda e 10 Anos de Espera

Como foi? Lindo, claro. Há outra maneira de descrever? Não. Hoje mais cedo eu falava com a Helena sobre o impacto de ter visto, finalmente depois de 10 anos de amor, um show do Pearl Jam. Quero dizer, três.

Foi uma semana tensa. Crise de ansiedade. Sexta chegou. Ao entrar no estádio e me estabelecer num bom lugar já comecei a chorar. Foi quando travei contato visual com a grade que protegia a área de deficientes. No mesmo segundo encontrei a salvação para conseguir assistir de fato ao show.

Lá me instalei. A hora passou muito rápido e o Mudhoney entrou. Foi legal. Acho que foi. Não lembro direito. A tensão só aumentou, coração batendo muito forte. Com o dia ainda claro, a banda entrou no palco do Pacaembu, dia 2.12. Go. Pulos, choro, falta de ar. Hail Hail, matadora. Pulei pra gradinha amiga. E lá fiquei até o fim. Given To Fly. Soluços! Faithful, mais choro. E assim foi durante quase todas as músicas. Algumas mais outras menos.

O sábado veio e a dor no corpo adquirida na grade também, sem dó. Amigas queridas, peruagem. Almoço com os amigos também muito queridos. Estádio, segundo dia. A grade já era minha. Fui direto nela. Me equilibrei desde o show do Mudhoney. Dessa vez sim, vi e foi bem legal.

Dia 3.12, tudo de novo. Quer dizer, não tudo, nunca é igual. Present Tense. Elderly Woman. O show foi mais pesado, lindo de novo. Sem chuva, só frio. E no dia seguinte ainda tinha mais. Rio, casa. Cansaço! Sapucaí. Arquibancada, boa visão novamente. Ainda não acredito que vi bem os três shows. Mais amigos. Foi lindo? Foi. Talvez o mais bonito, home. Banda emocionada.

O saldo disso tudo é um sentimento de felicidade muito pura. Em todos os três dias eu chorei, gritei, cantei com tudo o que a garganta pôde dar. Os três foram lindos, sim. Mas nada se compara à primeira emoção. Aquela de ter ouvido os primeiros acordes de Go, lá na sexta-feira. O emocionante de verdade era pensar nas 50 milhões de vezes em que eu ouvi aquelas músicas sozinha, atribuindo tantos significados pra cada frase e naquele momento poder dividir a experiência com a banda. E com outros milhares de fãs que certamente se sentiram da mesma forma.

Todo o meu amor durante tanto tempo valeu cada minuto. Cada centavo. Aliás, quem ainda se lembra do preço do ingresso!

1.12.05

É amanhã!

4.11.05

Claro que eu preciso ter uma setlist perfeita:

Alive
Black
Why Go
Release
Elderly Woman
Go
Indifference
Rear View Mirror
Daughter
Immortality
Betterman
Nothingman
Corduroy
Tremor Christ
Not For You
Last Exit
Smile
Off He Goes
Sometimes
Hail Hail
Given To Fly
Faithful
Low Light
In Hiding
All Those Yesterdays
Do The Evolution
MFC
Grievance
Nothing As It Seems
Thin Air
Light Years
I Am Mine
Love Boat Captain
Yellow Ledbetter
Long Road

Se tocarem um misto disso nos três shows, tá excelente.

28.10.05

Dia 2.12.05
Dia 3.12.05
Dia 4.12.05

Eu serei feliz. YAY!!!

18.6.05

Tirando a poeira deste canto aqui, que sempre me foi tão caro. Eu nunca tive intenção de abandonar o blog. Não é uma questão de ausência ou sobra de tempo. Sei lá, têm sido meses peculiares. Mas a vontade de escrever aqui nunca desapareceu. É verdade que possuir um computador conectado também me ajudaria a ser mais freqüente, fato que não mais ocorre na minha vida.

Enfim. Whatever.

As semanas passam como Scanias desgovernadas. Impressionante. Trabalho que não me ocupa muito tempo nem uma parte sequer considerável do meu intelecto, mas que me paga direitinho. Análise uma vez por semana. Veja só, eu já consigo sair com as unhas sem esmalte em pleno fim de semana. Toda uma vitória. E ainda surge a vontade crescente de fazer exercício físico. Tudo muito estranho.

Neste momento eu estou em São Paulo, ouvindo Oasis, comendo biscoito, conversando com a Ligia, enquanto o Merino e o Alex jogam video game.

No fundo, as coisas não mudaram tanto.