31.3.04
O período começou. O último. Tenho aula todo dia, o dia todo. Toneladas de textos pra ler, notas pra correr atrás, professores pra xingar, monografia, internet uma vez por semana, e sono. Muito sono.
Este post é só para justificar o midseason.
Eu vou ali gastar a minha saúde na Universidade, mas volto já.
(ainda bem que eu tenho assistência médica particular)
30.3.04
17.3.04
Little girl don't you forget her face, laughing away your tears, when she was the one who felt all the pain. Little girl never forget her eyes, keep them alive inside, promise to try -- it's not the same. Keep your head held high -- ride like the wind, never look behind, life isn't fair. That's what you said, so I try not to care. Little girl don't run away so fast, I think you forgot to kiss -- kiss her goodbye. Will she see me cry when I stumble and fall? Does she hear my voice in the night when I call? Wipe away all your tears, it's gonna be all right. I fought to be so strong, I guess you knew, I was afraid you'd go away, too. Little girl you've got to forget the past, and learn to forgive me, I promise to try -- but it feels like a lie. Don't let memory play games with your mind, she's a faded smile frozen in time, I'm still hanging on -- but I'm doing it wrong.
Can't kiss her goodbye -- but I promise to try
16.3.04
O Suburbia Tales fez um ano de fundação. Pra comemorar como manda o protocolo suburbano, lembrancinhas pra você guardar na carteira:

Todos os calégas têm! Vê lá.
Tanto se fala, escreve, teoriza sobre a adolescência. Deixar a infância é realmente uma fase delicada, todo um complexo.
Mais de dez anos depois de ter entrado na síndrome da adolescência normal, eu percebo que foi moleza. Uma bobagem perto do que é virar adulto de verdade.
Porque adolescente é tudo, menos adulto. Só pensa que é. Tá, é sofrido deixar de ser criança. Mas acho que este processo só acaba de fato quando você tem vinte e tantos anos, prestes a ter que se virar sozinho. Mesmo.
Aí que se tornar profissional em alguma coisa, ter noção do quanto é necessário trabalhar pra sustentar uma casa, tomar decisões muitas vezes definitivas, perceber que vai fazer vinte e cinco anos, tudo isso, é muito mais angustiante que ser adolescente.
Vai ver que esta espécie de desespero venha exatamente porque a adolescência (tardia) está acabando. Por isso que às vezes eu sinto vontade de acordar aos 40, com todos estes anos de incerteza já ultrapassados.
9.3.04
Curioso como agrupamos os números dos ônibus de duas formas:
Combinação dos algarismos:
Cinco-oito-três, quatro-oito-cinco, cinco-sete-quatro, quatro-três-oito.
ou
Centenas:
Cento e vinte e três, cento e vinte e seis, quatrocentos e vinte e seis, quinhentos e doze.
Os critérios são excludentes e aleatórios.
6.3.04
A pressão arterial chegou a 28 mas ele não enfartou. Precisou fazer uma cirurgia cardíaca. A carência do plano de saúde venceu três dias antes da internação de emergência.
Uma porta aberta fez com que ele fosse socorrido a tempo ao ter uma crise de hipoglicemia. Parecia um AVC mas ele acordou assim que tomou glicose na veia. Nenhum dano cerebral.
Materialmente, achou um anel de ouro na escada rolante da Sears. Ganhou um carro na Raspadinha.
Ele pode não ter saúde, mas tem MUITA sorte.
Meu pai.
3.3.04
Eu tenho fobia de lagartixa.
Tá, eu sei que é um bicho idiota, que não faz mal pra ninguém e lances. Acontece que fobia é fobia e não é pra fazer sentido racional mesmo.
Neste momento há uma lagartixa na escada da minha casa. Lugar, aliás, onde praticamente todos os dias aparece uma, impedindo-me de mudar de pavimento.
A única razão pra eu estar relatando esta situação aqui é pra demonstrar todo o meu ódio aos imprestáveis que são incapazes de compreender o pânico alheio.
O meu recado é: se alguém perto de você apresentar pânica, meda, horrora de, sei lá, formiga, por mais ridículo que seja, solidarize-se. E faça alguma coisa pra ajudar, aproveitando todo o seu equilíbrio emocional perto destas pessoas descontroladas, tipo eu.
Grata.
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